Passados 15 anos sobre a trágica morte de Carlos Castro (1945–2011), Lili Caneças (82) recordou uma conversa arrepiante que manteve com o jornalista poucos dias antes do crime que chocou Portugal. Em declarações à revista Nova Gente, a socialite revelou ter tido uma forte intuição de que o desfecho da viagem a Nova Iorque seria fatal e garantiu que chegou a confrontar o amigo.
Segundo Lili Caneças, tudo aconteceu durante o intervalo de uma gala no Teatro São Luiz, em Lisboa. Na altura, Carlos Castro confidenciou-lhe que tinha encontrado a sua “alma gémea” e que planeava levar o jovem para os Estados Unidos. O pressentimento da socialite foi imediato e negativo. “Às vezes, tenho intuições e, quando sinto qualquer coisa, sei que algo de mau vai acontecer”, relatou, citada pelo programa Passadeira Vermelha da SIC Caras.

‘Olha para o espelho’
Determinada a fazer o jornalista “cair na real”, Lili Caneças dirigiu-se ao camarim de Castro e protagonizou um momento de grande crueza. “Peguei-lhe no cabelo e disse: ‘Olha para o espelho, olha para o espelho. O que é que estás a ver ali?’. Disse-lhe coisas de uma grande barbaridade para ver se ele percebia que eu tinha razão”, recordou.
Contudo, o jornalista manteve-se obstinado, acreditando que o companheiro estava apaixonado pela sua “inteligência e espiritualidade”. A resposta de Lili foi premonitória: “Olha Carlos, vais ter um belo fim”. Dias depois, o país acordava com a notícia do brutal homicídio num hotel em Manhattan.
O tema foi também analisado no programa da SIC Caras, onde Zulmira Garrido (65) corroborou a tese de que o círculo próximo de Carlos Castro tentou evitar a tragédia. “Quem o conhecia bem, não havia uma pessoa que achasse que aquela relação podia dar certo. Ele foi bastante aconselhado, mas o Carlos era muito teimoso, muito obstinado…“, sublinhou a comentadora.
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