Numa entrevista exclusiva à revista britânica Heat, o prestigiado designer de interiores Laurence Llewelyn-Bowen (61), lançou duras críticas ao icónico Palácio de Buckingham, classificando-o como “pegajoso” e afirmando até que cheirava a repolho. Tendo em conta que, recentemente, o Rei Carlos III (77) confirmou que ele e a Rainha Camila (78) optaram por permanecer na Clarence House, será este um dos verdadeiros motivos por trás da escolha do casal monarca?
Na polémica entrevista, disponibilizada apenas na edição impressa da revista, Laurence criticou severamente o estado de conservação da lendária residência real. O designer chegou mesmo a comparar o palácio ao hotel decadente da famosa série de comédia britânica Fawlty Towers, localizada à beira-mar: “Estive no Palácio de Buckingham recentemente e aquilo parece o Fawlty Towers. O que outrora foi um espaço grandioso e adorável, agora tem a sensação de um hotel de golfe velho e decadente, que cheira a repolho e tem carpetes pegajosas.” O carismático designer sugeriu ainda, em tom de brincadeira, que o palácio beneficiaria muito com a sua intervenção profissional.
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Esta controversa visita ocorre precisamente durante uma gigantesca remodelação de 369 milhões de libras – o equivalente a quase 435 milhões de euros – que abrange os 775 quartos do edifício. As obras arrancaram em 2017 e têm conclusão prevista para o próximo ano. No entanto, este minucioso upgrade foca-se essencialmente no “esqueleto” do palácio, restaurando canos antigos e cabos elétricos obsoletos na estrutura, de forma a garantir a segurança contra incêndios e a preservação do património.

A história que se repete
Em comunicado oficial, o Rei justificou a sua decisão de não habitar o local com o desejo de que o Palácio de Buckingham seja direcionado para o usufruto público: “O Rei acredita que o palácio deve ser utilizado para um maior benefício público do que para um maior benefício privado”. Mas será que a razão se resume apenas a isso?
A verdade é que a história repete-se. Também a Rainha Isabel II (1926-2022) apresentou, no seu tempo, uma forte resistência em mudar-se para o palácio após a morte do seu pai, o Rei Jorge VI (1895-1952). Conforme relatado por Penny Junor (76) na obra biográfica The Firm, a falecida monarca desejava continuar a viver na Clarence House. Contudo, o Primeiro-Ministro da época, Winston Churchill (1874-1965), encorajou-a vivamente a mudar-se para Buckingham, insistindo que a soberana deveria habitar a sede oficial da Coroa. Desta vez, livre de tais pressões políticas, Carlos III parece determinado a manter o conforto do seu lar preferido.