Inês Abrantes (31) voltou a partilhar um desabafo nas redes sociais sobre os desafios de viver com doenças autoimunes. Num vídeo publicado recentemente, a influenciadora digital refletiu sobre a dependência diária da insulina devido à Diabetes Tipo 1, condição crónica com a qual vive há vários anos. O tema acabou também por ser debatido no programa Passadeira Vermelha, da SIC Caras.
“Parei na farmácia para levantar a minha dose mensal de insulina. E dei por mim a pensar no quão surreal é viver com Diabetes Tipo 1”, começou por dizer Inês, num testemunho marcado pela emoção e pela reflexão em torno da fragilidade associada à doença.
A influenciadora falou ainda sobre a exigência permanente da gestão da condição. “Se injetarmos insulina a mais, podemos morrer. Se injetarmos a menos, podemos morrer”, afirmou, sublinhando a responsabilidade constante associada ao tratamento.
Além da Diabetes Tipo 1, Inês Abrantes já revelou publicamente ter sido diagnosticada com Tireoidite de Hashimoto e Artrite Reumatoide — três doenças autoimunes que exigem acompanhamento regular e cuidados contínuos.

Comentadores dividem-se
O vídeo acabou por ser comentado no Passadeira Vermelha, onde as opiniões se mostraram divergentes. Liliana Campos (55) demonstrou empatia perante o relato da influenciadora e salientou que muitas pessoas enfrentam diariamente a mesma realidade.
“Inês, querida, infelizmente há muitas pessoas como tu. Cria-se uma rotina”, afirmou a apresentadora, recordando o caso de um jovem diabético próximo da sua família que aprendeu a lidar de forma autónoma com a doença.
Apesar de demonstrar empatia perante o testemunho de Inês Abrantes, Liliana Campos acabou também por assumir um tom mais crítico ao recorrer ao exemplo do filho de amigos para relativizar o impacto do desabafo da influenciadora. “Uns amigos meus têm um filho que é diabético, e ele é completamente autónomo”, afirmou a apresentadora, sublinhando que a Diabetes Tipo 1 implica inevitavelmente uma adaptação à rotina diária — uma perspetiva que acabou por contrastar com o registo mais emocional partilhado por Inês.
Já David Motta (40) assumiu uma posição mais crítica em relação ao conteúdo partilhado por Inês Abrantes. O comentador considerou que o vídeo acabou por ser “mais aborrecido do que informativo”, defendendo que a necessidade de transportar insulina faz parte da realidade conhecida de quem vive com Diabetes Tipo 1.
Felipa Torrinhas Nunes (36) teve uma leitura diferente do vídeo partilhado por Inês Abrantes e considerou que o registo estava mais próximo de um desabafo pessoal e introspectivo do que de uma tentativa de dramatização. A comentadora explicou que sentiu a influenciadora a refletir sobre o impacto que uma substância como a insulina tem na sua vida quotidiana e na forma como condiciona o seu bem-estar. “Pareceu-me mais um pensamento de análise sobre o quão impressionante é depender de uma substância que tanto pode estabilizar como desregular completamente a sua vida”, observou.
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