Grosvenor. É este o nome de família dos Duques de Westminster, o mesmo que designa a zona onde se insere este edifício, de seis andares, erguido num dos bairros mais elegantes de Londres. Por se tratar de um Monumento Histórico Inglês, Artur Miranda e Jacques Bec, da Oitoemponto, responsáveis pelo projeto de interiores, ficaram sujeitos a inúmeras limitações. “As escadas não podem ser substituídas nem os candeeiros fixados no tecto, as lareiras são eliminadas, é proibido instalar elevadores ou sistemas de ar condicionado, as molduras de parede devem ser substituídas pelos modelos originais e certificados, o desenho da circulação de uma casa deverá corresponder à arquitetura original, entre muitas outras curiosidades”, sublinham os decoradores que, após um ano de negociações com o Lord Grosvenor, conseguiram criar uma fusão entre a modernidade e o classicismo, surpreendendo os proprietários.
É certo que, durante todo o processo, tiveram de alterar o seu pensamento criativo, mas como os próprios dizem, conseguiram renovar o que não pode ser modificado. Como é que isto se conseguiu? “Conciliando a modernidade a uma peça ou estrutura que, embora não possa ser modificada, consegue ser enfatizada, garantindo a harmonia com o ambiente envolvente. Um bom exemplo é a lareira. Não podíamos mexer na sua fisionomia, mas conseguimos autorização para fazer o impensável: pintá-la de preto”, contam.
A habitação, com 400m, sofreu obras de remodelação integrais. Contempla uma cave com cozinha e área destinada aos empregados; rés-do-chão dividido por zona de estar e de jantar; o primeiro piso está reservado a uma pequena sala (morning room) e ao escritório; e nos três andares seguintes distribuem-se os quartos.
Decoração: Liberdade estética
A Oitoemponto assina este projeto em Londres. "A perfeita diversidade é a que não comete excessos".