O futuro do Palácio de Buckingham já está definido, mas não da forma que muitos esperavam. Apesar de as obras de renovação se aproximarem da fase final, Charles III (77) decidiu que não irá instalar-se no edifício durante o restante do seu reinado. O monarca continuará a viver em Clarence House, residência que ocupa há vários anos ao lado da rainha Camilla (78), numa decisão que assinala uma mudança pouco habitual na história recente da família real britânica. A informação foi confirmada por responsáveis da Casa Real, que sublinham que o Palácio de Buckingham continuará a desempenhar o seu papel como sede oficial da monarquia.
Desde que sucedeu à rainha Elizabeth II, em setembro de 2022, Charles III tem assumido gradualmente a liderança da instituição, preservando as principais tradições da Coroa, mas também acompanhando mudanças na forma como o património real é utilizado. A escolha de permanecer em Clarence House enquadra-se nessa estratégia e não altera o funcionamento da residência oficial da monarquia.
O Palácio de Buckingham continuará a acolher receções de Estado, investiduras, audiências oficiais e encontros com líderes internacionais. Além disso, Charles III e a rainha Camilla terão aposentos privados disponíveis sempre que a agenda oficial assim o exigir.

Palácio mantém papel central
A remodelação do Palácio de Buckingham teve início em 2017 e envolveu uma profunda modernização das infraestruturas, incluindo sistemas elétricos, canalizações e outras áreas essenciais à preservação do edifício histórico. Segundo responsáveis da Casa Real, a decisão de manter Clarence House como residência permanente foi tomada após uma avaliação cuidada e permitirá também alargar o acesso do público ao palácio, reforçando a sua vocação institucional.
Embora deixe de ser a residência habitual do soberano, o Palácio de Buckingham continuará a ser o principal palco das grandes cerimónias da monarquia britânica e um dos símbolos mais reconhecidos da Coroa em todo o mundo. A opção de Charles III representa, assim, uma reorganização da vida privada do rei, sem alterar a importância histórica e protocolar do edifício, que continuará a receber os momentos mais relevantes da agenda oficial da família real.
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