
Tiago Carreira, de 29 anos, iniciou o seu percurso no futebol, como jogador federado, mas a paixão pela moda acabou por mudar a sua vida, em 2017. Em apenas um ano começou a desfilar para marcas como a Dolce & Gabanna e pouco tempo depois tornou-se a cara da campanha mundial de roupa interior da Ermenegildo Zegna e da Intimissimi Uomo. Nunca mais parou e já trabalhou em países como Itália, Japão, Brasil ou Singapura.
Apesar de ter já uma carreira internacional muito reconhecida, em Portugal tem vindo aos poucos a tornar-se conhecido do público, primeiro desde que integrou o elenco da novela Rua das Flores, da TVI, em 2022, depois desde que participou na última edição do Dança com as Estrelas.
Em breve, Tiago prepara-se para embarcar na maior aventura da sua vida, com o nascimento da sua primeira filha, que se chamará Maria, previsto para junho, e que é fruto do seu relacionamento de sete anos com Joana Duarte Franco, de 31 anos.
– Como é que passou de uma carreira promissora no futebol para o mundo da moda?
Tiago Carreira – A transição aconteceu numa fase da minha vida em que tinha um contrato profissional com o Moreirense, mas a verdade é que num ano em que tudo devia correr bem, e isso não aconteceu, acabei por ficar desiludido com o mundo do futebol e deixei de estar feliz com a modalidade. Quando sinto que já não estou feliz com algo, deixo de o fazer e procuro novas metas. Foi isso que fiz. A moda acabou por ser um escape. Sempre tive muita vontade de viajar e sabia que a moda era um ótimo veículo para isso. Acabei por juntar o útil ao agradável e iniciar logo um percurso a nível internacional.
– Conseguiu destacar-se em pouco tempo e começar a trabalhar com marcas de renome. Sorte ou dedicação?
– Fiz alguns trabalhos cá, mas em poucos meses fui-me embora, pois sentia que aqui não havia grande margem para progressão. Lá fora, tive a sorte de em apenas três meses agarrar logo uma campanha que me deu uma projeção boa, ao trabalhar com a Ferrari. Isso deu-me uma projeção muito grande e abriu-me portas para outras marcas. Acho que estava no sítio certo na altura certa.
– Acabou por viver em diversos países, como o Japão e Singapura, o que lhe deu com certeza uma bagagem de vida bastante diferente.
– Houve uma altura da minha vida em que o trabalho aparecia porque eu escolhia os países que gostava de conhecer. Ficava lá a fazer temporadas e as oportunidades iam surgindo. O bom da moda é exatamente isso, pois permite-nos explorar muito. Para quem gosta de viajar, esta é mesmo uma profissão de sonho.

– Viver fora fê-lo valorizar mais a sua família?
– Sempre dei muito valor à minha família e aos meus amigos. Eles são o meu porto seguro, a minha casa. É muito bonito o que fazemos, mas acabamos por viver dentro de uma mala de 24 quilos, sempre a saltarmos de sítio para sítio, e isso faz-nos, obviamente, perder algumas coisas daqueles de que mais gostamos.
– Entretanto, começou a passar mais tempo em Portugal. Houve necessidade de regressar a casa?
– Foi um pouco por obrigação, por causa da Covid. Nessa altura estava a viver no Japão e, felizmente, consegui sair dias antes de fecharem as fronteiras. Antes disso vinha a Portugal duas ou três semanas na altura do verão, mas a verdade é que me vi em casa e percebi a falta que o nosso país me fazia. Agora, acabo por conseguir morar cá e conciliar com o trabalho que faço a nível internacional, o que me leva a viajar quase todos os meses. Neste momento da minha vida este é o cenário ideal, quero estar mais perto das minhas raízes, dos meus.
– Em breve vai viver a maior aventura da sua vida: a paternidade.
– Confesso que estou bastante expectante e a viver um momento muito feliz. Sou muito leve e tranquilo em tudo na vida, mas claro que a chegada da Maria é a nossa maior preocupação neste instante. Só queremos que tudo corra bem, que a Joana e a bebé estejam bem e com saúde. O resto, trata-se cá fora [risos].
– A ideia é passar os primeiros meses da Maria só em Portugal, ou há uma necessidade de trabalhar mais a pensar no futuro dela?
– Passarei a ter uma responsabilidade acrescida e claro que trabalhar mais faz parte dos planos. E o trabalho em moda é muito inesperado. Podem ligar-me hoje a dizer que precisam de mim amanhã em Itália, por exemplo. O ritmo de viagens que tenho não irá alterar muito a nossa rotina enquanto família, porque se vou depressa, também regresso depressa. São dois ou três dias de trabalho que depois acabam por compensar em termos monetários. Se tudo correr como esperado, manterei as coisas dessa forma, até porque temos uma boa estrutura para essas alturas. Claro que temporadas longas já não farão parte do meu caminho. Não me vejo a estar longe da minha família por muito tempo.
– Isso quer dizer que há a vontade de ser um pai presente.
– Sem dúvida alguma. Mesmo que esteja longe, será sempre por ela, e quero estar sempre muito presente e atento à vida da minha filha. Tive ótimos exemplos à minha volta, tenho uma boa estrutura familiar, e quero ser ainda mais e melhor para a minha filha.
– Viveu a maior parte da sua relação com a Joana à distância. Houve momentos mais difíceis?
– Alguns, mas felizmente conseguimos fazer sempre uma boa gestão disso, ou eu vinha cá ou ela ia ter comigo onde eu estivesse. Agora, já não temos de nos preocupar com isso [risos].

– A paternidade poderá fazer com que o casamento passe a fazer parte dos vossos planos?
– Casarmo-nos não é um sonho para nós. Achamos que o amor não necessita de papéis assinados para valer mais. A brincar até dizemos que com o dinheiro do casamento conhecíamos o mundo [risos].
“Para mim é muito importante estar em todos os momentos de preparação para a chegada desta bebé e quero fazer parte de tudo.”
– E já está tudo preparado para a chegada da Maria?
– Aos poucos, vai estando. Contamos com a ajuda de uma baby planner e isso facilita imenso. Para mim é muito importante estar em todos os momentos de preparação para a chegada desta bebé e quero fazer parte de tudo.
– Já teve uma experiência na representação. Tem vontade de repetir?
– Claro, espero que essa oportunidade surja. É uma vontade que já tenho há algum tempo e que se afirmou com a minha presença na Rua das Flores. Esse é um dos meus focos e espero que a minha vida vá por aí. Tenho estado a apostar na minha formação como ator e se alguma oportunidade aparecer, claro que a vou agarrar. Mas também não quero deixar de fazer moda, sou mesmo muito feliz a fazê-lo.
– Participar no “Dança Com as Estrelas” trouxe-lhe um maior reconhecimento dos portugueses?
– Aceitei fazer o programa pelo desafio que era, pois sabia que me ia tirar da minha zona de conforto e, obviamente, porque me ia dar a conhecer a um público diferente. Sinto que acabo por ser mais conhecido no estrangeiro do que cá, porque a minha vida foi feita lá fora. Com o programa, semana a semana fui sentindo um apoio maior e fico muito contente com isso.
Agradecemos a colaboração de Dsquared2 e Hyatt Regency Lisbon