A presença de Hailey Bieber (29), no Coachella 2026 assumiu este ano um significado particular. O festival, que tem lugar em Indio, no estado da Califórnia, arrancou este fim de semana e prolonga-se até ao próximo, mantendo o formato habitual de dois fins de semana consecutivos. A modelo fez-se acompanhar do filho do casal, Jack Blues (1), introduzindo-o, ainda que de forma reservada, num dos eventos mais mediáticos do calendário internacional.
Longe da multidão e do habitual olhar do público, o momento decorreu sobretudo nos bastidores. Foi aí que Hailey acompanhou de perto a preparação de Justin Bieber (32), para a atuação no festival, levando consigo o filho.
Durante a passagem de som, o ambiente contrastava com a escala do evento. Entre técnicos e músicos, Justin repetia entradas e afinava pormenores, enquanto Hailey observava com o filho ao colo, numa posição discreta junto ao palco. O menino, sereno, seguia o movimento com curiosidade, atento aos sons e à dinâmica envolvente.
A cena, entretanto, partilhada nas redes sociais, oferece um raro vislumbre dos bastidores, um espaço onde o espetáculo ainda se constrói e onde a dimensão pessoal ganha expressão. Entre ensaios e pausas, a presença do filho surge integrada com naturalidade, mas protegida, afastada da exposição direta e da multidão que, horas mais tarde, encheria o recinto.

Do bastidor ao palco
Se nos bastidores o registo foi contido, em palco a narrativa alterou-se e rapidamente se tornou tema de discussão. Durante o concerto, Justin Bieber protagonizou um dos momentos mais comentados do festival ao recorrer a um gesto inesperado: com um computador em mãos, percorreu vídeos antigos e cantou sobre as próprias canções, numa espécie de “karaoke das suas próprias canções”.
A sequência incluiu temas como “Baby” e “Never Say Never”, revisitados de forma fragmentada, num formato que dividiu opiniões. O espetáculo contou ainda com um momento acústico, acompanhado por músicos ao vivo, numa tentativa de introduzir variação na apresentação.
Ainda assim, a receção esteve longe de ser consensual. Nas redes sociais, multiplicaram-se as críticas, com parte do público a questionar o nível do espetáculo, sobretudo tendo em conta que Bieber é um dos artistas mais bem pagos do festival. Para alguns, o formato revelou descontração; para outros, expôs fragilidades na construção do concerto.
O contraste torna-se evidente: enquanto nos bastidores se desenhava um momento íntimo e controlado, em palco a atuação abriu espaço ao debate. Entre a esfera familiar e a exposição global, o Coachella voltou a evidenciar como diferentes narrativas podem coexistir e disputar atenção no mesmo evento.
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