Virgílio Castelo (73) está novamente no centro da atualidade, mas desta vez não por um novo projeto televisivo. O ator português trouxe a público um capítulo mais íntimo da sua vida através do livro Consumo Obrigatório, onde revela um padrão pessoal que acabou por marcar o seu percurso amoroso: três casamentos terminados pelo mesmo motivo.
Em entrevistas recentes, o ator explicou que, nos três casos, foram as companheiras a colocar um ponto final nas relações. A razão repetia-se: a perceção de ausência de amor. “Achavam que eu não gostava delas”, afirmou, sublinhando a estranheza da situação, já que garante que o sentimento existia.
O fator por trás das ruturas
Esta repetição levou-o a identificar um possível bloqueio emocional. Virgílio Castelo admite que poderá ter tido dificuldade em demonstrar afeto, uma incapacidade que acabou por comprometer relações importantes da sua vida. Entre elas, destaca-se o casamento com Alexandra Lencastre (60), um dos mais mediáticos, que terminou em meados da década de 90, e a relação com Fatu Melo (72), mãe da sua filha mais velha, Tâmara (41).
Sem episódios públicos de grande rutura, os fins destes relacionamentos foram descritos como silenciosos, mas consistentes no padrão. Uma sequência que levou o ator a procurar ajuda profissional, iniciando um percurso terapêutico prolongado para compreender o que estava na origem deste comportamento.
Curiosamente, esta dimensão mais contida no plano emocional contrasta com outro lado da sua vida agora revelado. No mesmo livro, Castelo recorda décadas marcadas por excessos, entre noites intensas, álcool e experiências vividas sem grandes limites. Um contexto onde tudo parecia vivido de forma plena — exceto, talvez, a forma de expressar sentimentos nas relações mais próximas.

Após cerca de oito anos afastado de envolvimentos amorosos, o ator viria a reencontrar estabilidade ao lado de Maria Lucena (56). A relação começou de forma inesperada, num encontro em Lisboa, já perto dos 50 anos, e dura há mais de duas décadas. Juntos, construíram uma vida familiar com duas filhas, Violeta (21) e Sancha (17).
Hoje, Virgílio Castelo apresenta este percurso como um processo de aprendizagem. Mais do que expor os divórcios, as suas declarações levantam uma reflexão sobre a importância da comunicação emocional — e sobre como, por vezes, não basta sentir para que o outro compreenda.
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