Inês Pais (34) voltou a emocionar os seguidores com uma partilha íntima nas redes sociais — e há uma expressão em particular que está a gerar debate: “filhos difíceis”. A doula e influenciadora abriu o coração para falar sobre maternidade, perdas e o tipo de mãe que escolheu ser, num testemunho que rapidamente conquistou reações.
Tudo começa com uma memória marcante. Aos 19 anos, Inês perdeu a mãe num acidente de viação, numa fase em que a relação entre ambas se tinha tornado especialmente próxima. “Era a minha melhor amiga”, recorda, evocando momentos de “colo” e cumplicidade que hoje guarda como dos mais preciosos.
Anos mais tarde, e já depois de afirmar que “não queria ser mãe”, a vida trouxe-lhe uma surpresa. Engravidou inesperadamente e, a 13 de maio — dia de Nossa Senhora de Fátima — nasceu a filha, Alma. Um detalhe carregado de simbolismo, já que a mãe de Inês se chamava precisamente Fátima.

Entre ciclos que se quebram e outros que se repetem
É a partir desta história que a doula e influenciadora reflete sobre o seu papel enquanto mãe de dois filhos. Reconhece falhas no passado familiar, mas também aprendizagens que decidiu preservar. “Sou a mãe que sou pela bagagem que trago”, escreve, sublinhando a importância de “quebrar ciclos”, mas também de manter o que considera essencial.
Num tempo em que se fala cada vez mais de “parentalidade consciente”, Inês Pais deixa claro que não procura filhos “perfeitos” ou “certinhos”. Pelo contrário. Defende que as crianças não têm de corresponder a expectativas rígidas nem “anular a sua essência” para agradar aos pais.
“Não têm de ser fáceis”
A frase que mais eco tem tido resume a sua visão: “não têm de ser fáceis”. Para a doula, o mais importante é garantir que os filhos cresçam com “segurança” e com a certeza de que são amados. “Que me deem trabalho — foi para isso que os tive”, afirma, sem rodeios.
Entre confissões e reflexões, a publicação destaca-se pela honestidade e pela forma como liga passado e presente. Mais do que um desabafo, é um retrato de uma maternidade construída com intenção — onde o “colo”, a “presença” e o afeto ocupam o centro de tudo.
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