Depois de as suas recentes publicações gerarem uma forte reação nas redes sociais, Mafalda Matos (38) decidiu voltar ao tema para explicar, de forma mais detalhada, como vive o autismo e porque considera importante falar abertamente sobre a sua experiência. A atriz aproveitou um novo vídeo para responder aos comentários que recebeu, mas também para sensibilizar os seguidores para uma realidade que, na sua opinião, continua a ser pouco compreendida.
Ao longo da publicação, Mafalda começou por manifestar surpresa perante a dimensão da discussão gerada pelos seus testemunhos e lamentou a facilidade com que algumas pessoas optam pelo julgamento sem procurarem conhecer a condição de que fala.
Para explicar o funcionamento do cérebro de uma pessoa autista, recorreu à comparação com um arbusto muito denso, com inúmeras ramificações, referindo que essa imagem ajuda a compreender porque existe uma maior sensibilidade aos estímulos e uma atenção aos detalhes que, muitas vezes, passa despercebida aos restantes.
A atriz fez ainda questão de sublinhar que o autismo não deve ser visto como um privilégio ou uma característica diferenciadora. Pelo contrário, afirmou tratar-se de uma condição neurológica que pode trazer desafios significativos no quotidiano, apesar de também existir espaço para aspetos positivos.

‘Não há dois autistas iguais’
Durante o mesmo vídeo, Mafalda Matos recordou que pertence ao nível 1 do espetro do autismo, esclarecendo que isso significa apenas que necessita de um menor nível de apoio relativamente a outras pessoas dentro do espetro, sem que isso elimine as dificuldades com que convive diariamente.
Como exemplo, explicou que consegue comunicar com facilidade, mas que ambientes com muito ruído ou excesso de estímulos podem provocar uma sobrecarga sensorial difícil de gerir. Aproveitou ainda para recordar que cada pessoa autista vive a condição de forma diferente, defendendo que não existem duas experiências iguais.
Ao dirigir-se aos seguidores, a atriz lamentou que muitos comentários sejam feitos sem conhecimento da sua história pessoal e garantiu que continuará a partilhar a sua realidade, por acreditar que essa exposição pode ajudar outras pessoas a sentirem-se compreendidas e contribuir para uma maior literacia sobre o autismo.
No final da mensagem, deixou um apelo simples: antes de julgar, é importante procurar informação. E reforçou a ideia que considera essencial: “Não é uma questão de moda, é uma questão de maior consciência.“
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