Esta sexta-feira, as mães dos reis de Espanha acompanharão a neta, a princesa Leonor, na sua estreia nos Prémios Princesa das Astúrias, além dos pais e da irmã, é claro.
Pela primeira vez, Paloma Rocasolano, mãe da rainha Letízia, e a rainha emérita Sofía, assistaram à cerimónia em condições de igualdade, ambas na qualidade de avós da protagonista e não apenas como sogra e mãe de Felipe VI, respetivamente, o qual estava encarregue, desde 1981, de presidir à entrega dos galardões.
Uma igualdade, contudo, que não se traduz no quotidiano da menina, que é mais próxima da avó materna do que da paterna. Um especialista defende que, apesar de Letízia ter “definido os limites da sogra em benefício da sua mãe” desde o momento do nascimento da princesa das Astúrias em 2005, foi em 2017 que se tornou pública a diferente relação que tanto Leonor como Sofía mantêm com as suas avós.
A jornalista Pilar Eyre afirmou, nessa altura, que a monarca emérita se queixou à sua família de origem, proveniente da Grécia, que tinha dificuldades em ver as netas. “Não sei como estão. Nunca as vejo. Não me deixam vê-las. Vivo ao lado delas mas não ir à sua casa. E, no entanto, a mãe de Letízia está sempre lá”, terá dito a mãe de Felipe VI. Um ano depois, o episódio de conflito em Palma de Maiorca veio confirmar a difícil relação entre as duas rainhas.
Por outro, o relacionamento das duas meninas com Paloma Rocasolano, que se muda para o palácio da Zarzuela sempre que os reis têm de sair em visitas oficiais ao estrangeiro, é tão estreito quanto é possível ser entre avó e netas.
De acordo com Carmen Enríquez e Emilio Oliva em “Felipe e Letízia – Reis de Espanha”, a mãe de Letízia sempre se pautou pela sua discrição. Ela e Letízia são muito próximas, saem juntas às compras, e esta confia-lhes aos filhas sempre que viajam. “A mãe do rei sentiu-se deslocada, ainda para mais quando se percebeu que Paloma fica responsável por Leonor e Sofía quando a mãe está fora. A razão pela qual isso sucede é que a mãe de Letízia cumpre estritamente com as diretrizes da filha no que diz respeito à alimentação e aos horários, enquanto a rainha tem o seu próprio critério”, assegurou a jornalista Mariángel Alcázar num artigo que dava conta dos motivos para os diferendos entre as duas rainhas. De acordo com Eyre, desde pequenas que Leonor e Sofía olharam para a mulher de Juan Carlos “como uma estranha. A avó era ‘a outra’, Paloma Rocasolano, que praticamente morava com elas”.
A rainha Sofía, pelo contrário, sempre teve de pedir autorização ao filho e à nora para visitar as duas crianças, tudo por causa de Paloma, que um mês depois do incidente fez uma exceção, surgindo numa tarde de teatro na companhia da filha e das netas, para mostrar uma aparente unidade com a família real espanhola. Foi uma das poucas ocasiões em que as mães dos reis surgiram juntas em público.