Este domingo foi marcado pela despedida a Jorge Sampaio. A cerimónia iniciou-se quando a urna foi levada do do Picadeiro Real do antigo Museu dos Coches por Cadetes das Forças Armadas. No cortejo até aos Jerónimos foi escoltado pela Guarda de Honra da Guarda Nacional Republicana a cavalo. O cortejo parou então junto à entrada do Palácio de Belém, onde algumas pessoas, emocionadas, bateram palmas de forma espontânea. Ouviu-se o hino pela primeira vez e o caixão e seguiu então para o Mosteiro dos Jerónimos. À entrada recebeu honras de Estado pelo Batalhão com banda e fanfarra da Guarda Nacional Republicana. O caixão entrou no Mosteiro e ouviu-se novamente o hino.
As cerimónias de despedida ao antigo Presidente da República foram marcado pelo discurso dos filhos, Vera e André Sampaio que falaram do “pai atento e um homem bom”. “O nosso pai foi popular, sem ser populista, foi sempre próximo, foi estadista, foi amado, foi muitas vezes discreto, foi carinhoso, emotivo e disponível. O nosso pai foi corajoso sem medo de chorar. Foi um homem bom, foi um pai extraordinário”, disse André Sampaio.
Seguiu-se o discurso do primeiro-ministro António Costa que salientou o “homem de causas e valores”, Depois, foi a vez de Eduardo Ferro Rodrigues falar do “legado extraordinário” que Jorge Sampaio deixou e da “dor que sinto pelo amigo de longa data que perdi”. A encerrar os discursos, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de salientar “o humanismo fundado numa ética de compaixão de partilha e de serviço” . “Nunca quis ser herói, mas foi”, disse, com um “um heroísmo discreto”.
A urna foi levada por cadetes, coberta com a Bandeira Nacional e as insígnias foram transportadas por Oficiais Superiores e seguiu depois para o cemitério do Alto de São João.
Fotos: João Lima