Dias após a trágica notícia que abalou o meio cultural português, foram divulgados os detalhes das cerimónias fúnebres de João Barbosa (1969-2026). O ator, que faleceu precocemente aos 56 anos, na capital portuguesa, será alvo de uma última e sentida homenagem por parte de familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores que acompanharam o seu percurso de mais de duas décadas dedicadas às artes cénicas.
As cerimónias de despedida terão início na próxima quinta-feira, 4 de junho, e vão estender-se até ao dia seguinte, dividindo-se entre a Igreja de Caselas e o Cemitério dos Olivais, em Lisboa.
Horários e locais das cerimónias fúnebres
O Teatro do Bairro, companhia à qual o malogrado ator esteve profundamente ligado durante grande parte da sua carreira profissional, partilhou as informações oficiais para todos os que desejam prestar o último tributo ao artista:
Velório: Quinta-feira, 4 de junho, a partir das 18h00, na Igreja de Caselas, em Lisboa.
Cerimónia Religiosa: Sexta-feira, 5 de junho, às 11h30, na Igreja de Caselas.
Funeral: Sexta-feira, 5 de junho, com a saída da igreja agendada para as 12h00 em direção ao Cemitério dos Olivais.
Cremação: Sexta-feira, 5 de junho, às 13h00, no Cemitério dos Olivais.
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Um adeus a uma referência do teatro português
Nascido em Bruxelas em 1969, João Barbosa deixou um vazio profundo na cultura nacional. Conhecido pela intensidade, entrega e rara generosidade com que brindava os seus pares em palco, o ator atravessava uma fase particularmente produtiva e feliz da sua carreira.
Sempre afastado das polémicas e da exposição mediática excessiva, Barbosa afirmou-se como um dos rostos mais respeitados e queridos do Teatro do Bairro. Recentemente, integrou os elencos de produções de enorme sucesso como Rei Lear, À Espera de Godot e o espetáculo De Passagem — este último distinguido com um Globo de Ouro da SIC em 2024.
A sua partida motivou reações emotivas de várias esferas da sociedade, incluindo uma nota de pesar do ex-Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (77), que destacou a “marca inconfundível” deixada pelo ator. O momento é agora de recolhimento e de celebração da memória de um homem que fez da arte a sua grande missão de vida.