No passado domingo, Portugal celebrou o Dia da Mãe, uma data que, para muitas mulheres, é vivida entre a celebração e a saudade profunda. No programa Passadeira Vermelha, da SIC Caras, a comentadora Zulmira Garrido (64) deixou os espectadores e colegas visivelmente sensibilizados ao revelar o impacto que uma publicação específica nas redes sociais teve no seu estado de espírito: a homenagem de Judite Sousa ao seu falecido filho, André Sousa Bessa (1985-2014).
Zulmira confessou ter ficado profundamente emocionada com as palavras da jornalista, que partilhou uma fotografia antiga com André (vítima de um acidente em 2014) acompanhada por uma reflexão sobre o amor eterno e incondicional. Para a comentadora, a mensagem de Judite não foi apenas mais um “post” de efeméride, mas sim um espelho da sua própria dor e resiliência.
Uma ligação forjada pela perda e pela empatia
A ligação entre as duas mulheres é profunda e assenta num luto partilhado. Zulmira, que perdeu o filho DJ Eddie Ferrer em 2022, recordou em direto um episódio que jamais esquecerá: quando a notícia da morte de Eddie se tornou pública, Judite Sousa foi a primeira pessoa a ligar-lhe. Segundo a comentadora, Judite foi a única que compreendeu verdadeiramente o que ela estava a sentir, por já ter atravessado o mesmo “deserto”.
“Sinto um amor incondicional pela Judite”, sublinhou Zulmira, evidenciando que este apoio mútuo tem sido um pilar na continuidade das suas missões de vida.

A solidão do luto no mês de maio
Apesar da força que retira de partilhas como a de Judite, Zulmira Garrido não escondeu a vulnerabilidade que o mês de maio lhe traz. Além do Dia da Mãe, este é o mês em que o seu filho também celebraria o aniversário, o que torna os dias particularmente pesados.
Num desabafo sincero, a comentadora explicou que prefere viver a saudade no recato do seu lar: “Não há conforto possível. Muitas vezes até agradecemos que as pessoas não nos falem sobre isso. Eu prefiro falar quando estou sozinha; ouvi-lo faz-me um bocado de impressão. Passo horas a ver as fotografias do meu filho”, confessou, reforçando que, para estas mães, a memória é um exercício diário de sobrevivência.