A música portuguesa chora este dia 22 de julho a perda de uma das suas vozes mais marcantes. Luís Represas (1956-2026) faleceu aos 69 anos, vítima de um cancro no pulmão em estado avançado e com metástases já diagnosticadas. O reputado artista estava sinalizado para integrar um ensaio clínico inovador no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, mas não resistiu à gravidade do seu estado de saúde.
Desde que a notícia da sua partida foi tornada pública, têm sido inúmeras as homenagens e demonstrações de carinho dirigidas ao músico, unindo o país numa dor coletiva.
‘Ondas de amor que me deixam o coração cheio’
Perante a imensa vaga de solidariedade que invadiu as redes sociais e os meios de comunicação, Nuno Represas (26), um dos filhos do cantor, recorreu à sua conta de Instagram para expressar a gratidão da família neste momento de profunda dor.

“Obrigado a todos pelas mensagens e pelo carinho“, começou por escrever, na legenda de uma fotografia antiga onde surge em criança ao lado do pai. “São ondas de demonstração de amor que me deixam o coração cheio, e às quais farei o melhor para responder quando tiver energia“, acrescentou, retratando o conforto que o apoio do público tem trazido num momento tão difícil.
Luís Represas deixa para trás um legado ímpar na cultura lusófona. Cofundador dos históricos Trovante em 1976, ao lado de nomes como João Gil, o intérprete deu voz a clássicos imortais da música portuguesa como Perdidamente e 125 Azul, temas que atravessaram gerações e se tornaram verdadeiros hinos nacionais.
Depois do muito aclamado regresso dos Trovante aos palcos, em março deste ano, o artista encontrava-se em preparativos para um dos grandes marcos da sua percurso profissional: a celebração dos seus 50 anos de carreira, prevista para abril de 2027, com espectáculos agendados nos Coliseus. O país despede-se, assim, de um dos pilares da sua identidade musical.
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