
A rainha Isabel II prepara-se para enfrentar algumas mudanças na sua agenda até ao final deste ano. De acordo com o site da família real, o palácio de Buckingham não receberá nenhum evento de larga escala, nomeadas receções e investiduras, momentos a que a rainha geralmente preside.
A monarca, de 94 anos, está prestes a regressar ao palácio de Windsor e deslocar-se-á ao palácio de Buckingham apenas para assistir a algumas audiências, respeitando as diretrizes do governo. Um dos eventos de que os britânicos mais sentirão falta são as investiduras. “Uma variedade de possibilidades foram avaliadas para que fosse possível que as investiduras acontecessem de forma segura, de acordo com as diretrizes”, pode ler-se no site.
“Infelizmente, devido ao grande número de convidados que marcam presença nestes eventos, não foi possível encontrar uma forma segura de que ocorram nas presentes circunstâncias. Os destinatários serão diretamente contactados”, refere a publicação.
De recordar que não foram feitas quaisquer investiduras desde que começou o período de quarentena, no final de março, com a exceção de uma cerimónia a que a rainha presidiu ao ar livre, no passado mês de julho, na qual ordenou cavaleiro Sir Tom Moore, capitão da Segunda Guerra Mundial, que conseguiu angariar mais de 30 milhões de libras para o NHS, o serviço nacional de saúde britânico, destinados ao combate à pandemia.
Recorde-se que Sir Tom Moore, de cem anos, comprometeu-se a dar cem voltas ao jardim de sua casa no passado mês de abril, objetivo que se predispôs a atingir antes do seu centésimo aniversário, que se celebrou no dia 30 desse mês. Com o objetivo inicial de angariar mil libras para ajudar o NHS, a história comoveu os britânicos, que aderiram em massa, conseguindo assim angariar cerca de 33 milhões de libras.