Ao celebrar o seu 79.º aniversário e iniciar o seu 80.º ano de vida, a Rainha Camilla encontra-se num ritmo de trabalho que contrasta drasticamente com a reforma tranquila de que a maioria das mulheres da sua idade desfruta. Longe de abrandar, a monarca britânica está mais ocupada do que nunca, assumindo um papel de enorme responsabilidade numa fase da vida em que muitos procuram o descanso.
Em entrevista à revista Hello!, Gyles Brandreth (78), radialista, escritor e amigo próximo de Camilla, sublinha esta realidade: “Enquanto todos começam a desacelerar, eles [o Rei e a Rainha] precisam de acelerar o ritmo. Poder-se-ia pensar que ela poderia diminuir um pouco a velocidade, mas eles precisam de a acelerar — e nunca tive a impressão de que ela esteja a fazer isso a contragosto.“
Esta transição para a primeira linha da realeza exigiu uma grande adaptação. Segundo a autora Catherine Mayer (65), que conhece a Rainha através do seu trabalho com a Fundação Mulheres do Mundo, Camilla era alguém “realmente muito feliz sem ter uma carreira, que gostava de fazer trabalhos manuais e coisas que lhe interessavam”. Hoje, abraça este novo capítulo com vigor, dividindo-se entre grandes eventos como o torneio de Wimbledon e o Royal Ascot, além do apoio a causas sociais.

O poder silencioso por trás do trono
Para além dos compromissos oficiais, a principal missão de Camilla continua a ser o apoio inabalável ao Rei Charles III (77). Descrita como a sua confidente mais leal, a Rainha é apontada como o “poder silencioso” que garante a estabilidade do monarca.
“Ela é a pessoa que consegue tirá-lo de um estado de espírito sombrio e levá-lo para um momento de alegria“, revela Catherine Mayer, acrescentando que o Rei funciona na sua capacidade máxima apenas quando Camilla está presente. Gyles Brandreth corrobora esta visão, destacando a cumplicidade do casal: “Acho que ela lhe traz contentamento. Ele está em paz consigo mesmo. Formam uma parceria magnífica.“
Esta postura protetora ficou novamente evidente no início deste mês, quando Camilla fez questão de estar presente na residência de Highgrove, em Gloucestershire, para receber o Príncipe Harry (41) e Meghan Markle (44), acompanhados pelos filhos, Archie (7) e Lilibet (5). Apesar das tensões passadas — motivadas pelas duras críticas que o enteado lhe dirigiu na sua autobiografia, Na Sombra —, a Rainha manteve-se inabalável, priorizando a união familiar e o papel de anfitriã.
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